Faltam 60 dias para o lançamento: como saber se o sistema vai aguentar?

Use os 60 dias para trabalhar de trás para frente. Defina a data do lançamento, reserve tempo para diagnóstico, correções, reteste e contingência. O primeiro passo é selecionar as jornadas críticas e estimar o maior volume de usuários simultâneos.

Depois, execute carga e estresse em um ambiente autorizado, correlacione latência com infraestrutura e banco e priorize as correções por impacto. O período restante deve incluir uma nova execução para confirmar a evolução. Se o escopo envolver vários canais, integrações complexas ou IA generativa, o planejamento pode exigir prazo maior e um pacote Custom.

Contratamos DBA e SRE, mas a lentidão continua: o que estamos deixando passar?

A contratação de especialistas não substitui uma hipótese baseada em evidências. O gargalo pode estar na interação entre aplicação, banco, infraestrutura e dependências externas, e não em uma única camada.

Verifique se a equipe tem uma baseline, se os testes reproduzem a jornada real e se os relógios e métricas estão correlacionados. Também confirme se queries, locks, threads, pools, I/O e chamadas externas são observados durante a mesma carga. Um diagnóstico independente pode reduzir o tempo de investigação ao separar sintoma, causa-raiz e efeito secundário.

Lançamos um assistente com IA generativa e o sistema ficou instável. Por quê?

Um assistente de IA generativa pode acrescentar chamadas externas, processamento variável, consumo de tokens, recuperação de contexto e novas sessões concorrentes. Esses componentes aumentam a latência e podem consumir conexões, threads, memória e limites de taxa do provedor.

Para investigar, separe o tempo do modelo, da rede, da aplicação e das ferramentas usadas pelo agente. Teste diferentes tamanhos de prompt, concorrência, duração de sessão e respostas de erro. Avalie filas, timeouts, circuit breakers e fallbacks. Como há variabilidade e dependências de terceiros, o playbook da FATTO direciona esse cenário ao pacote Custom, a partir de R$ 85.000, sob escopo definido.

Um concorrente caiu em um pico de acesso. Como evitar que aconteça comigo?

A queda de um concorrente é um alerta de risco, não uma prova de que seu sistema terá o mesmo comportamento. Faça um inventário das jornadas que concentram receita, estime o pico mais provável e teste o ambiente antes da data crítica.

Combine teste de carga, spike e estresse. Meça o ponto em que os tempos de resposta e erros ultrapassam os critérios definidos. Verifique se o sistema se recupera, se as filas têm limites e se a degradação é controlada. O resultado deve ser uma baseline documentada, um plano de correção e uma data para reteste, não apenas uma nota ou um gráfico.


Próximo passo: transforme a data crítica em um cronograma com diagnóstico, remediação e reteste, mantendo uma margem para bloqueios de ambiente.